Nas últimas semanas tenho lido na web e em revistas sobre “The Long Tail”, a nova tendência da web, sites como youtube, flickr, Mercado Livre fazem uso do Long Tail, traduzido em Calda Longa .
The Long Tail foi um termo utilizado por Chris anderson para nomear um efeito já conhecido em estatísticas, que é literalmente a longa cauda dos gráficos, neste local reside produtos com baixa venda, vídeos com pouca audiência, etc.. geralmente no mundo físico isto é descartado devido os custos serem maiores do que o lucro, entretanto, como na web o custo é bem menor, estes itens transformam-se em nicho e um grande diferencial de receita.

Resumindo funciona assim, devido a quantidade de ofertas aos itens renegados serem maior que os que estão entre os itens populares, o retorno com a cauda pode ser grande, como é caso da amazon, há à venda cerca de 35 milhões de livros em sua loja virtual, vamos supor 1/4 destes itens sejam de best sellers, o restante dos livros, é de autores desconhecidos que vendem talvez 1 exemplar por ano, mas a quantidade destes itens é tanta que metade do faturamento da amazon é com estes produtos, é dai que vem o titulo deste post imagine o amazon como a “grande baleia”.
Isto também explica, como é a estratégia dos serviços web, como youtube, google ( mail, search,…) .
Outra coisa que veio a minha mente quando noticiaram a demissão de um astro de hollywood que possuía um contrato milionário, a reportagem comentou a tendência de que os estúdios de cinema invistam em filmes com atores e produções de menor custo, ampliando o leque de nichos e a quantidade de conteúdo, ou seja, de certa forma eles estão buscando lucro via long tail, e lógico que isto também se aplica nas outras artes , no futuro certamente nossa cultura será bem diferente, modismos e bandas certamente continuaram a existir, filmes e livros feitos para atender as massas, como mero consumismo, entretanto haverá mais oportunidades para as produções de menor porte, a tecnologia trazendo a inclusão cultural no mundo.
A aplicação do conceito é muito ampla, podemos encontrar The Long Tail em quase tudo, ou será tudo.
Para quem quiser saber mais recomendo a leitura do livro Calda Longa, a versão original do livro, The Long Tail, é vendida pela metade do preço da traduzida.
Ótimo artigo Marco, muita gente vai querer aproveitar para pegar pelo menos a pontinha do “rabo”… rs… mas eles não podemos perde em mente que o produto tem que ser de qualidade e que o consumidor sempre que ver o seu produto nessa grande extensão, sinta prazer em indicá-lo.
Parabéns pelo artigo!
Interessante o artigo. Podemos estar definindo o perfil de uma poderosa ferramenta de marketing com artigos variados em que esperamos estar inter-relacionados. Vamos ver no que vai dar
Obrigado pelos comentários…
Acho q não eder, quem manda é o cliente , quem diz se é bom ou tem qualidade é quem consome, e devido a quantidade é dificil ter qualidade, um produto com menos qualidade tem uma despesa menor para o consumidor e para o fornecedor, então ele acaba consumindo mais, um exemplo disto hoje é que há vários videos amadores fazendo sucesso no youtube.
Concordo com você, mas o youtube é gratuito, ninguém compra um vídeo amador para assistir na tv. Quando digo que o produto tem que ser de qualidade, falo em questão da oferta, como iremos oferecer um produto que julgamos uma “porcaria”? Um produto com pouco qualidade, é uma coisa, um produto sem qualidade é outra!
Se um produto tem mais investimento ele será melhor colocado no mercado e terá um maior retorno do investimento, entretanto não é este o tipo de produto que se enquadra no long tail, mas sim os produtos de pouco rotatividade, os que estão na calda do gráfico!!
Vc disse q para assistir na tv ninguém compra, mas na web o item é oferecido por um preço simbólico, é mais provável, vamos dizer que este video mal produzido custe centavos para o consumidor, enquanto o q foi bem produzido custa dólares, devido ao valor de produção o preço dos dois será diferente é claro…
Outra questão também, quem define o que gosta é o cliente e não o fornecedor, pense no caso das gravadoras e das rádios, eram eles quem definiam o que fazia sucesso no mercado, ou seja , quem dizia o que era de qualidade (para vender) era os figurões donos de gravadoras, agora bandas sem gravadoras, sem pagar jabá e sem a ajuda do Fautão fazem sucesso com o auxilio da web, muitas destas bandas talvez teriam sido barradas no controle de qualidade de muitas rádios e gravadoras.
Parabéns pelo artigo. Estava assistindo uma entrevista do Michel (10 minutos) e ele mencionou várias vezes essa expressão. Então tive que ir atrás. Você explicou direitinho como usar essa expressão e melhor, como funciona a nova tendência da web. Sensacional!
Continue escrevendo, pois não conhecia seu site. Parabéns!
Abraços, ike
Concordo com você, mas o youtube é gratuito, ninguém compra um vídeo amador para assistir na tv. Quando digo que o produto tem que ser de qualidade, falo em questão da oferta, como iremos oferecer um produto que julgamos uma “porcaria”? Um produto com pouco qualidade, é uma coisa, um produto sem qualidade é outra!
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Nessas horas que a ponta do rabo é interessante, mas creio que funcione apenas para os que a cauda realmente é longa, num site um pouco menor, não sei se a proporção de viabilidade é a mesma.
Parabéns pelo artigo.
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Amanda disse:Minha filha, o próprio esitcror do blog cometeu erros inaceitáveis de português! Não é porque é nordestino que comete mais ou menos erros, que é mais ou menos burro…